sexta-feira, 21 de outubro de 2011

"Entre crenças"

Em meio a tantas culturas, diversidade de pensamentos eu me questiono sobre a maior das invenções da mente humana, a religião.
Nascemos no Brasil, ou seja, católicos e sem muita opção de escolha. Passamos pela primeira eucaristia e a crisma com padrinhos e tudo que se tem direito, mas, pra falar a verdade alguém entende o significado disso tudo? O corpo de Cristo? Tem coisa mais chata que catequese? Que irônico, quando acaba muitos dão “graças a Deus”.
Com a homogeinização de culturas, e uma mente aberta e curiosa, podemos ter uma visão mais ampla sobre todas as religiões e as leis divinas que adotamos. Além do mais muitos são ateus, ou seja, não acreditam em um ser supremo, pelo menos não há nossa imagem e semelhança. Algumas pessoas buscam a verdade sobre esse “deus”, migrando por Mesquitas, Centros Espíritas, lavando a cabeça na Umbanda, mudam para as Igrejas Universais, e procuram a fé na doutrina Budista, mas quem foi Buda mesmo? 
Um homem, cuja libertação surgiu aos 29 anos, uma idade avançada, diga-se de passagem. Um príncipe de sangue real que abdicou da riqueza em prol da humanidade. Se isso tivesse acontecido em Roma, seria um Santo destes tantos. Siddharta Gautma significa "desejo satisfeito", entretanto, um menino como outro qualquer, cheio de energia e vida. Recebeu a melhor educação possível na época, por ser o príncipe herdeiro. Dentre os cavaleiros, era o melhor, excelente arqueiro e lutador, bem como gênio mental. Ao crescer interessou-se por descobrir a causa de todos os sofrimentos da vida, abandonou o trono e tornou-se um buscador da verdade. Durante seis anos percorreu todo país procurando mestres e ensinamentos, foi aos Brânames, aos Ascetas prosseguiu estudando todas as escolas de religião e filosofia, inutilmente, no entanto. Nenhuma daquelas escolas lhe oferecia uma resposta satisfatória.
Certo dia, depois de banhar-se nas águas do Nairanjana, sentou-se sob uma figueira e meditou, e ali, após aqueles anos de observação e experiência, finalmente descobriu a verdade, alcançou a iluminação e chamou a si mesmo de Buda. Tinha então 35 anos. 
"Buda" é um termo sânscrito que significa "O Iluminado". Ele não foi uma divindade, nem qualquer espécie de deus, nem um profeta como há em muitas outras religiões. Buda foi um homem que encontrou a verdade e viveu a verdade.
Entre tudo, os Budistas não acreditam em um “Deus” pelo menos não nesse deus á nossa imagem e semelhança. Segundo adeptos à doutrina, existe certa controvérsia. Alguns dizem que não, outros dizem que sim. O mutra cósmico (ou a união do ser com toda a existência) é Deus no Budismo. Quando dizem que todos somos Budas, quer dizer que já temos a imagem infinita e perfeita do universo dentro de nós. O nirvana não é deixar de existir, e sim "dissolver-se" no infinito. Essa "união cósmica" não é diferente do conceito do próprio cristianismo "Eu e o Pai somos Um", "O Reino dos Céus está em toda parte...”. 
Existem, porém, algumas pessoas que acreditam que o Budismo aparentemente pareça bom, mas que na verdade é a reencarnação do mal. Na ótica de alguns católicos os ensinamentos de Buda de não cometer qualquer má ação, sempre praticar o bem e controlar a própria mente, não os salvarão, pois não reconhecem a existência de um único Deus, seu filho Jesus e o Espírito Santo. “Os Budistas acreditam em titãs ou anti-deuses que batalham com os deuses (como o Deus pagão Brahma-Deva). Para eles, "a estrela da manhã da iluminação" conduz ao "grande caminho". A Bíblia diz que Satanás era tido como "a estrela da manhã" antes de ser expulso do céu”.
Entre tantas discussões é fácil ver a diversidade de crenças, debate que ultrapassa gerações. No auge dessa questão, eu me pergunto o que significa Deus para você? Qual a significância dessa palavra?
 Esse Deus de alguns e demônio para outros não deixa de ser a mesma fé, e ao fim de tudo é isso que importa. Como disse (ou não) Maomé, “A fé move montanhas”, e isso nada mais é, que autoconhecimento e superação.